



Nariz
нос
•
• •
Задирать нос
Transcrição fonética (AFI):
/zədʲɪˈratʲ nos/
Tradução literal:
“Levantar / empinar o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Empinar o nariz.”
Explicação semântica:
Indica adoção de postura arrogante, presunçosa ou de superioridade, geralmente após conquista, reconhecimento ou mudança de status social.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora corporal associa o gesto físico de levantar o nariz à elevação simbólica do indivíduo em relação aos demais. O nariz, como parte proeminente do rosto, torna-se marcador visível de atitude social. Ao “erguê-lo”, o sujeito constrói uma imagem de distanciamento e superioridade, recusando-se simbolicamente a olhar no mesmo nível que os outros.
Tanto na cultura russa quanto na brasileira, a expressão possui forte valor avaliativo e tom de censura moral, pois não apenas descreve comportamento, mas também expressa julgamento social negativo sobre atitudes consideradas soberbas ou antipáticas.
Exemplo de uso:
Он стал задирать нос после повышения.
Tradução:
Ele começou a empinar o nariz depois da promoção.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade:
Alto.Registro:
Neutro a coloquial; frequente em contextos avaliativos e narrativos.Comportamento morfológico:
Verbo imperfectivo (задирать); estrutura fixa com objeto direto (нос). Pode ocorrer em diferentes tempos e aspectos, inclusive na forma perfectiva (задрать нос).
Fonte:
Telia (2017); Urbano (2018), p. 201.
Оставить с носом
Transcrição fonética (AFI):
/ɐstɐˈvʲitʲ s ˈnosəm/
Tradução literal:
“Deixar com o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Deixar alguém na mão”; “Passar alguém para trás”; “Ficar a ver navios.”
Explicação semântica:
Indica frustrar alguém, enganá-lo ou privá-lo daquilo que esperava receber, especialmente em situações de promessa não cumprida, traição ou perda de oportunidade.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora “ficar apenas com o nariz” sugere a imagem de alguém que esperava recompensa ou benefício, mas termina sem nada, restando-lhe apenas o próprio corpo. O nariz funciona como símbolo mínimo do que sobra ao indivíduo enganado.
Na cultura russa, a expressão é altamente produtiva e carrega forte componente emocional, frequentemente associada a sentimento de injustiça ou humilhação social.
No português brasileiro, não se utiliza o nariz como marcador metafórico de frustração; a conceptualização desloca-se para outros domínios, como abandono (“deixar na mão”) ou engano (“passar para trás”), revelando divergência imagética, embora haja convergência experiencial quanto ao sentimento de decepção.
Exemplo de uso:
Его оставили с носом.
Tradução:
Ele foi deixado na mão.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro a coloquial; muito frequente na oralidade.
Comportamento morfológico: Verbo perfectivo (оставить); construção fixa com complemento instrumental (с носом). Pode ocorrer em diferentes tempos verbais.
Fonte:
Telia, (2017).
Вешать нос
Transcrição fonética (AFI):
/ˈvʲeʂətʲ nos/
Tradução literal:
“Pendurar o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Ficar de nariz caído”; “Desanimar.”
Explicação semântica:
Indica desânimo, abatimento emocional ou perda de entusiasmo diante de uma situação adversa.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora associa o “nariz pendurado” a uma postura corporal inclinada para baixo, símbolo visual de tristeza e desalento. O nariz, como elemento central do rosto, torna-se marcador visível do estado emocional do indivíduo.
Na cultura russa, a expressão é frequentemente utilizada em contextos de consolo ou encorajamento, reforçando o vínculo entre emoção e gestualidade facial. No português brasileiro, “ficar de nariz caído” mobiliza domínio imagético semelhante, evidenciando convergência metafórica na associação entre orientação descendente do corpo e estado emocional negativo.
Exemplo de uso:
Не вешай нос, всё наладится.
Tradução:
Não fique de nariz caído, vai dar tudo certo.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro a coloquial; frequente na oralidade e em contextos familiares.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (вешать); estrutura fixa com objeto direto (нос). Ocorre frequentemente na forma imperativa negativa (Не вешай нос!).
Fonte:
Telia (2017); Urbano (2018), p. 305.
Совать нос куда не следует
Transcrição fonética (AFI):
/sɐˈvatʲ nos kuˈda nʲe ˈslʲedʊjɪt/
Tradução literal:
“Enfiar o nariz onde não se deve.”
Equivalente funcional em português:
“Enfiar o nariz onde não é chamado.”
Explicação semântica:
Refere-se ao ato de intrometer-se em assuntos alheios ou envolver-se em situações que não dizem respeito ao indivíduo, implicando invasão de limites sociais.
Explicação cultural e cognitiva:
O nariz é conceptualizado como instrumento de aproximação física e curiosidade. Ao “enfiá-lo” em determinado espaço simbólico, o sujeito transgride fronteiras interpessoais. A metáfora associa proximidade corporal à invasão social.
Tanto na cultura russa quanto na brasileira, a expressão possui valor avaliativo negativo, funcionando como mecanismo de regulação social. No contexto russo, pode carregar nuance moral mais formal, vinculada à valorização da reserva e da discrição. No português brasileiro, tende a ocorrer com maior frequência em contextos informais, embora mantenha o mesmo sentido de censura à intromissão.
Exemplo de uso:
Он суёт нос куда не следует, вмешиваясь в дела соседей.
Tradução:
Ele enfia o nariz onde não é chamado, intervindo nos assuntos dos vizinhos.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro a coloquial; frequentemente empregado em contextos de censura ou repreensão.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (совать); estrutura fixa com objeto direto (нос) e complemento locativo (куда не следует). Pode ocorrer em diferentes tempos e pessoas.
Fonte:
Telia (2017, p. 174); Urbano (2018), p. 159.
Клевать носом
Transcrição fonética (AFI):
/klʲɪˈvatʲ ˈnosəm/
Tradução literal:
“Bicar com o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Pescar com o nariz.”
Explicação semântica:
Descreve o ato de cochilar sentado, com a cabeça pendendo repetidamente para frente em razão de cansaço ou sonolência extrema.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora associa o movimento involuntário da cabeça ao gesto de um pássaro bicando o solo. O nariz funciona como ponto de projeção do movimento descendente, reforçando a dimensão visual da imagem. Trata-se de metáfora altamente motivada por experiência corporal universal, o que explica sua equivalência quase perfeita em russo e português.
Nas duas culturas, a expressão é usada em contextos cotidianos (escola, trabalho, transporte), frequentemente com nuance leve ou humorística, evidenciando convergência imagética, pragmática e cultural.
Exemplo de uso:
Он сидел и клевал носом.
Tradução:
Ele estava pescando com o nariz.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Coloquial; frequente em contextos cotidianos e narrativos.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (клевать); estrutura fixa com complemento instrumental (носом). Pode ocorrer em diferentes tempos e aspectos verbais.
Fonte:
Telia (2017); Urbano (2018), p. 312.
Нос воротить
Transcrição fonética (AFI):
/nos vɐrɐˈtʲitʲ/
Tradução literal:
“Virar / torcer o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Torcer o nariz.”
Explicação semântica:
Expressa desdém, repulsa, desaprovação ou rejeição em relação a algo ou alguém.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora baseia-se no gesto corporal de contrair ou desviar o nariz diante de algo desagradável, ativando o domínio sensorial do olfato como marcador de avaliação negativa. O nariz, enquanto órgão associado à percepção de odores, torna-se símbolo de julgamento subjetivo — estético, gustativo ou moral.
Na cultura russa, a expressão pode carregar nuance adicional de distinção social ou crítica implícita, sugerindo rejeição baseada em padrões de gosto ou status. No português brasileiro, embora preserve o valor de desaprovação, tende a ser empregada de forma mais ampla e cotidiana, com menor ênfase em hierarquização social.
Exemplo de uso:
Она нос воротила от непривычной еды.
Tradução:
Ela torceu o nariz para a comida incomum.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro a coloquial; frequente na oralidade e em contextos avaliativos.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (воротить); estrutura fixa com objeto direto (нос). Pode ocorrer em diferentes tempos e pessoas.
Fonte:
Telia (2017, p. 172); Rocha (2019), p. 256.
Крутить носом
Transcrição fonética (AFI):
/krʊˈtʲitʲ ˈnosəm/
Tradução literal:
“Torcer o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Torcer o nariz.”
Explicação semântica:
Indica desdém, desaprovação ou rejeição diante de algo considerado desagradável, inadequado ou pouco interessante.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora fundamenta-se no gesto corporal de mover ou contrair o nariz como reação sensorial negativa. O nariz, associado ao olfato, torna-se marcador simbólico de julgamento subjetivo. Pequena reação física converte-se em metáfora de avaliação crítica.
Na cultura russa, pode indicar avaliação crítica ou distinção de gosto; no português brasileiro, “torcer o nariz” possui uso amplamente difundido, com função pragmática equivalente. Trata-se de convergência metafórica quase total, evidenciando universalidade do gesto facial como representação simbólica de desaprovação.
Exemplo de uso:
Она крутила носом, когда предложили новый проект.
Tradução:
Ela torceu o nariz quando propuseram o novo projeto.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro a coloquial; frequente na linguagem cotidiana.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (крутить); estrutura fixa com complemento instrumental (носом). Pode ocorrer em diferentes tempos e pessoas.
Fonte:
Telia (2017, p. 187); Houaiss (2015), p. 1169.
Водить за нос
Transcrição fonética (AFI):
/vɐˈdʲitʲ za nos/
Tradução literal:
“Levar / conduzir pelo nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Levar pelo nariz.”
Explicação semântica:
Significa enganar, manipular ou conduzir alguém com facilidade, geralmente de forma consciente e estratégica, exercendo controle psicológico sobre a vítima.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora baseia-se na imagem concreta de conduzir animais por meio de uma argola presa ao nariz, o que simboliza submissão e controle físico. Transferida para o domínio social, a expressão representa domínio moral ou psicológico, em que um indivíduo dirige as ações, decisões ou crenças de outro por meio da manipulação.
Em russo, a expressão tende a carregar conotação mais grave e negativa, associada a engano deliberado. No português brasileiro, “levar pelo nariz” preserva o mesmo núcleo imagético, mas pode ocorrer também em contextos mais leves ou até lúdicos, indicando graus variados de manipulação. Assim, há convergência metafórica plena, com nuances pragmáticas distintas quanto à intensidade do julgamento moral.
Exemplo de uso:
Политик водил избирателей за нос, обещая невозможное.
Tradução:
O político levou os eleitores pelo nariz, prometendo o impossível.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro; pode ocorrer tanto em contextos formais quanto coloquiais, com forte carga avaliativa negativa.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (водить); estrutura fixa com complemento preposicional (за нос). Pode ocorrer em diferentes tempos e pessoas.
Fonte:
Telia (2017, p. 175); Rocha (2019), p. 262.
Держать нос по ветру
Transcrição fonética (AFI):
/dʲɪrˈʐatʲ nos pɐ ˈvʲetru/
Tradução literal:
“Manter o nariz ao vento.”
Equivalente funcional em português:
“Estar antenado”; “Sentir o vento”; “Estar atento às mudanças.”
Explicação semântica:
Significa manter-se atento às mudanças externas, agir com flexibilidade estratégica e adaptar-se rapidamente às circunstâncias.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora baseia-se na imagem de animais que orientam o nariz na direção do vento para captar odores e antecipar mudanças no ambiente. O nariz simboliza percepção sensorial aguçada, enquanto o vento representa transformações externas. A expressão conceptualiza adaptação estratégica como ato instintivo de “farejar” tendências antes que se tornem evidentes.
No russo, a imagem é concreta, corporal e sensorial, enfatizando vigilância intuitiva e leitura instintiva do ambiente. No português brasileiro, os equivalentes funcionais (“estar antenado”) deslocam-se para domínio mais abstrato e cognitivo, associado à informação e atualização constante. Assim, embora haja convergência pragmática — prontidão e flexibilidade —, observa-se divergência imagética e intensidade metafórica entre as duas culturas.
Exemplo de uso:
Предприниматель держал нос по ветру, чтобы быстро адаптироваться к рынку.
Tradução:
O empresário manteve o nariz ao vento para se adaptar rapidamente ao mercado.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro; frequente em contextos profissionais, estratégicos e analíticos.
Comportamento morfológico: Verbo imperfectivo (держать); estrutura fixa com objeto direto (нос) e complemento circunstancial (по ветру). Pode ocorrer em diferentes tempos e pessoas.
Fonte:
Telia (2017, p. 176); Houaiss (2015), p. 1159.
Нос к носу
Transcrição fonética (AFI):
/nos k ˈnosu/
Tradução literal:
“Nariz a nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Cara a cara.”
Explicação semântica:
Indica proximidade física extrema entre duas pessoas, podendo implicar confronto direto, diálogo intenso ou encontro inesperado.
Explicação cultural e cognitiva:
O nariz, como parte central e saliente do rosto, funciona como ponto máximo de aproximação corporal. A expressão conceptualiza proximidade interpessoal como redução total da distância física.
Na cultura russa, pode sugerir tensão ou confronto direto. No português brasileiro, “cara a cara” enfatiza interação direta, nem sempre com carga de conflito. Há convergência quanto à ideia de contato imediato, mas leve divergência quanto à intensidade implícita.
Exemplo de uso:
Они оказались нос к носу в узком коридоре.
Tradução:
Eles ficaram cara a cara no corredor estreito.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Médio-alto.
Registro: Neutro; frequente em narrativas descritivas.
Comportamento morfológico: Construção fixa com repetição lexical; geralmente empregada com verbos de movimento ou posição (стоять, оказаться, столкнуться).
Fonte:
Telia (2017, p. 180); Urbano (2018), p. 162.
Нос свесить
Transcrição fonética (AFI):
/nos ˈsvʲesʲɪtʲ/
Tradução literal:
“Deixar o nariz pendente.”
Equivalente funcional em português:
“Ficar de nariz caído”; “Desanimar.”
Explicação semântica:
Refere-se a demonstrar abatimento, tristeza ou perda de ânimo diante de uma situação adversa.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora baseia-se na postura corporal inclinada para baixo, em que o nariz “pende”, simbolizando desânimo. Assim como em вешать нос, o nariz torna-se marcador visível do estado emocional.
Nas culturas russa e brasileira, há convergência metafórica na associação entre inclinação descendente do corpo e emoção negativa.
Exemplo de uso:
Он свесил нос после неудачи.
Tradução:
Ele ficou de nariz caído depois do fracasso.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Coloquial; frequente em contextos emocionais e familiares.
Comportamento morfológico: Verbo perfectivo (свесить); estrutura fixa com objeto direto (нос).
Fonte:
Telia (2017, p. 181).
На носу
Transcrição fonética (AFI):
/na nɐˈsu/
Tradução literal:
“No nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Está na cara”; “Está chegando”; “Bate à porta”; “Está aí.”
Explicação semântica:
Indica iminência de evento ou situação que está prestes a ocorrer, sendo impossível ignorar sua proximidade temporal.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora conceptualiza proximidade temporal como proximidade espacial extrema. O nariz, como parte mais saliente do rosto humano, simboliza o ponto mais próximo do campo perceptivo. Assim, algo que está “no nariz” está imediatamente diante do sujeito, exigindo atenção.
No russo, a expressão enfatiza urgência e necessidade de preparação. No português brasileiro, os equivalentes deslocam-se para outros domínios imagéticos (“bater à porta”, “estar na cara”), mas mantêm a ideia de evidência e proximidade iminente. Há convergência pragmática com divergência metafórica.
Exemplo de uso:
Экзамен уже на носу, а студент всё не готовится.
Tradução:
O exame já está aí, e o estudante ainda não se preparou.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro; amplamente utilizado na linguagem cotidiana.
Comportamento morfológico: Construção fixa preposicional (на + нос); geralmente empregada com verbos como быть (implícito) ou em construções existenciais indicando evento iminente.
Fonte:
Telia (2017).
Утереть нос кому-либо
Transcrição fonética (AFI):
/ʊtʲɪˈrʲetʲ nos kɐˈmu-lʲɪbə/
Tradução literal:
“Enxugar o nariz de alguém.”
Equivalente funcional em português:
“Dar uma lição em alguém”; “Humilhar”; “Mostrar quem manda.”
Explicação semântica:
Significa superar alguém de forma clara, humilhando-o ou demonstrando superioridade.
Explicação cultural e cognitiva:
A metáfora baseia-se na imagem de enxugar o nariz de outra pessoa, gesto associado a infantilização e inferiorização. O nariz simboliza dignidade ou orgulho; “enxugá-lo” implica reduzir o outro à posição de dependência ou derrota.
Na cultura russa, a expressão enfatiza vitória competitiva e humilhação do adversário. No português brasileiro, os equivalentes não utilizam o nariz como marcador simbólico, revelando divergência imagética, embora haja convergência quanto ao conceito de superioridade e triunfo.
Exemplo de uso:
Он утер нос соперникам на соревнованиях.
Tradução:
Ele deu uma lição nos adversários na competição.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro a coloquial; frequente em contextos competitivos.
Comportamento morfológico: Verbo perfectivo (утереть); estrutura fixa com objeto direto (нос) e complemento dativo (кому-либо).
Fonte:
Telia (2017).
Зарубить себе на носу
Transcrição fonética (AFI):
/zɐrʊˈbʲitʲ sʲɪˈbʲe nɐ nɐˈsu/
Tradução literal:
“Fazer um entalhe no próprio nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Gravar na memória”; “Não esquecer jamais”; “Anotar mentalmente.”
Explicação semântica:
Significa memorizar algo de forma definitiva, não esquecê-lo sob nenhuma circunstância.
Explicação cultural e cognitiva:
Historicamente, нос aqui não se refere ao nariz anatômico, mas a uma antiga tábua de madeira usada para fazer marcas de registro (um “notch stick”). A expressão preserva esse vestígio cultural. Cognitivamente, opera a metáfora MEMÓRIA É INSCRIÇÃO.
Em português, a metáfora também pode recorrer à inscrição (“gravar”, “marcar”), revelando convergência conceptual.
Exemplo de uso:
Заруби себе на носу: дедлайн переносить не будут.
Tradução:
Grave bem: O prazo não será adiado.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Coloquial; pode ocorrer em tom enfático ou admonitório.
Comportamento morfológico: Verbo perfectivo (зарубить); estrutura fixa com pronome reflexivo e complemento preposicional (на носу).
Fonte:
Telia (2017).
Комар носа не подточит
Transcrição fonética (AFI):
/kɐˈmar ˈnosə nʲɪ pɐtɐˈt͡ɕit/
Tradução literal:
“Nem um mosquito afiará o nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Impecável”; “Sem falhas”; “Irretocável.”
Explicação semântica:
Designa algo tão bem feito que não permite críticas ou reparos.
Explicação cultural e cognitiva:
A imagem hiperbólica sugere que nem mesmo um mosquito — ser mínimo — conseguiria “encontrar falha” na superfície do objeto. O nariz representa ponto vulnerável ou saliente; se nem ele pode ser “tocado”, nada pode ser criticado.
No português, a equivalência é funcional, mas sem a imagem zoológica concreta.
Exemplo de uso:
Отчёт составлен так, что комар носа не подточит.
Tradução:
O relatório foi feito de forma impecável.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Muito alto (expressão proverbial fixa).
Registro: Neutro; frequente em discurso avaliativo.
Comportamento morfológico: Estrutura sentencial fixa; não admite variação significativa.
Fonte:
Telia (2017).
С гулькин нос
Transcrição fonética (AFI):
/s ˈɡulʲkʲɪn ˈnos/
Tradução literal:
“Do tamanho do nariz de um pombo.”
Equivalente funcional em português:
“Uma mixaria”; “Muito pouco”; “Uma ninharia.”
Explicação semântica:
Indica quantidade extremamente pequena.
Explicação cultural e cognitiva:
Refere-se ao pequeno tamanho do nariz (bico) de um pombo (гулька). A metáfora baseia-se na miniaturização visual como medida de escassez.
O português utiliza imagens distintas (“mixaria”), revelando divergência imagética, mas convergência quantitativa.
Exemplo de uso:
Денег осталось с гулькин нос.
Tradução:
Sobrou uma mixaria de dinheiro.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Coloquial.
Comportamento morfológico: Construção fixa comparativa; usada como predicativo quantitativo.
Fonte:
Telia (2017).
Под самым носом
Transcrição fonética (AFI):
/pɐt ˈsamɨm nɐˈsom/
Tradução literal:
“Debaixo do próprio nariz.”
Equivalente funcional em português:
“Bem debaixo do nariz.”
Explicação semântica:
Indica proximidade espacial extrema, frequentemente associada a algo que passa despercebido apesar de estar muito perto.
Explicação cultural e cognitiva:
Baseia-se na conceptualização da percepção como campo visual centrado no rosto. O nariz representa o ponto mais próximo do sujeito.
Há forte convergência com o português, inclusive na imagem corporal.
Exemplo de uso:
Ключи лежали под самым носом, а он их не видел.
Tradução:
As chaves estavam bem debaixo do nariz dele, e ele não as via.




Outras informações:
Grau de idiomaticidade: Alto.
Registro: Neutro; uso amplo.
Comportamento morfológico: Construção preposicional fixa; pode ocorrer com diferentes verbos de percepção ou localização.
Fonte:
Telia (2017).